O que se espera é que “A Mulher Invisível” seja o terceiro filme brasileiro no ano a bater a marca de 1 milhão de bilhetes vendidos. Nesse ano, “Divã” e “Se Eu Fosse Você 2” levaram o cinema brasileiro, já no final de Maio, a bater a bilheteria dos filmes brasileiros de todo o ano de 2008. Os dois filmes foram responsáveis por 88% dessa bilheteria. “Se Eu Fosse Você 2”, com 6 milhões de ingressos vendidos, é a maior bilheteria do ano nos cinemas brasileiros, deixando para trás sucessos como “X-Men Origens – Wolverine” e “Anjos e Demônios” e a sexta maior bilheteria de filmes brasileiros de todos os tempos. “Divã” também surpreendeu levando aos cinemas 1,7 milhões de pessoas.
A fórmula do sucesso tem sido, aparentemente, boas doses de comédia, atores da Rede Globo e co-produtoras estrangeiras (no caso de “A Mulher Invisível” é a Warner). A sequência de lançamentos desses filmes comerciais brasileiros também tem seguido um certo distanciamento temporal que otimiza os lucros. A lógica é: quando um filme brasileiro desse gênero está saindo das salas, chegando ao limite de bilheteria que poderia alcançar como mostra a forte queda nos rankings semanais, o outro filme é lançado. Foi assim com “Divã” depois de “Se Eu Fosse Você 2”, com “A Mulher Invisível” depois de “Divã” e parece que será assim com “Jean Charles” depois de “A Mulher Invisível”. “Jean Charles” não é um filme de comédia, mas nem por isso deixa de ser um filme aparentemente comercial e que terá grande apelo popular, seja pela participação de Selton Mello (ele atrai sucesso), seja pela repercussão que teve a história real na qual o filme se baseia. O filme (trailer abaixo) estreia nos cinemas de todo o Brasil no dia 26 de Junho.
A produção de bons filmes nacionais, evidentemente, não se limita a esse circuito comercial. Nesse ano houve um enorme número de documentários brasileiros sendo lançados – no Rio, dos 8 filmes brasileiros em cartaz, 6 são
documentários – e muitos deles foram muito bem aceitos pela crítica de cinema de jornais importantes como A Folha de São Paulo e O Globo. “Garapa” de José Padilha (diretor de “Tropa de Elite”), “Paulo Gracindo – O Bem Amado” de Grancindo Júnior, “Palavra (En)Cantada” de Helena Solberg e “Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei” de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal são bons exemplos. Esse último conseguiu magistralmente trazer o cantor esquecido Wilson Simonal às rodas de conversa, seja dos mais antigos, que vivenciaram o período em que o cantor foi acusado de estar com a ditadura, seja dos mais novos, que se impressionaram com a força de suas performances musicais.E o cinema ainda tem muito que render nesse ano: “Os Normais 2” de José Alvarenga chega nos cinemas brasileiros em Agosto e em Dezembro estreia o polêmico “Do Começo ao Fim” de Aluízio Abranches que trata do amor homossexual entre dois irmãos (trailer abaixo). Seja qual for a escolha, o importante mesmo é prestigiar a produção cinematográfica nacional.


É um otimo tema a ser comentado e muitos filmes que parecem ser bons vem por ai... estamos a espera...
ResponderExcluirDe pensar que a um tempo atrás não havia mais cinema nacional, hein ?
ResponderExcluirAproveitando a deixa, fica a minha sugestão p/ vocês: Quem puder que me explique um dia exatamente o que é e o que há de realmente novo no cinema depois da tal da Retomada, que o máximo que eu ouvi dizer é que começou com o Carlota Joaquina.