Com uma filmografia que ainda inclui “Clube dos Cinco” (The Breakfast Club – 1985) e “Gatinhas e Gatões” (Sixteen Candles – 1984), o interessante de se notar no trabalho de Hughes é que ele consegue captar em suas obras não apenas o que é ser adolescente nos anos oitenta, mas a própria essência desta fase da vida de forma completamente atemporal. Dessa maneira, até hoje, seus filmes conseguem criar e manter uma forte ligação com seu público. Amor não correspondido, desejo de aproveitar a vida, matar aula fingindo-se estar doente, medo do futuro incerto, pressão dos pais, detenção – coisas que podem ser associadas a um adolescente de qualquer época.
O diretor, que marcou todos que já foram adolescentes e assistiram seus filmes, sofreu um ataque cardíaco em Nova Iorque enquanto dava uma corrida pela cidade. O ator Matthew Broderick, que deu vida à Ferris Bueller, e a atriz Molly Ringwald, grande protegida de John Hughes - tendo aparecido em muitos de seus filmes, incluindo “A Garota de Rosa Shocking” (Pretty in Pink – 1986) – mostraram-se ambos chocados com o acontecimento e demonstraram apoio a família do cineasta, que tinha dois filhos.
Uma das razões, talvez, de seu sucesso em capturar de forma completa a adolescência tenha sido a contribuição da trilha sonora. Em cada um de seus filmes, Hughes escolhia cautelosamente as músicas que representariam a história de cada obra. Assim, os melhores momentos de seu trabalho estão ligados a músicas que se relacionam tão bem com os filmes que, sem elas, eles não seriam os mesmos.
Dois ótimos exemplos são: a lendária seqüência em “Curtindo a Vida Adoidado”, na qual Ferris Bueller canta “Twist and Shout” dos Beatles no meio de uma parada na rua; e a seqüência em “Clube dos Cinco” na qual os personagens dançam ao som de “We Are Not Alone” de Karla DeVito na biblioteca do colégio.
O espírito adolescente perdeu seu maior representante e, por isso, o colegial nunca mais será o mesmo. Mas o legado de Hughes permanecerá conosco para sempre e, através dele, o real significado do que é ser jovem.


Cheguei até a arrepiar.
ResponderExcluirJohn Hughes foi brilhante. E do auge da sua genialidade a gente encontra "Curtindo a Vida Adoidado". Eu sinceramente acho que foi uma obra prima. :)
Me divirto.
Beijos,
Bianca
Marco fenomenal do inicio da década de 90 e, claro, de nossas tardes ! Filmao adolescente agora é cult, baby...Hahaha
ResponderExcluirSensacional a cena. E é Beatles, né ?!?!
alguém já viu esse documentario? onde consigo? fabianomfreitas@ibest.com.br
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